05 maio, 2007
UTI Neo Natal.
Como eu disse pra vcs o parto foi muito rápido, ou eu que lembro pouco dele, quando acordei, parecia que tudo tinha sido um sonho. Não me sentia nervosa e parecia tudo bem. Minha irmã estava comigo me ajudou a toma banho e me vestir, (que dureza, no chuveiro parecia um assassinato de tanto sangue) meu corpo doía muito. Quando a Dr fabiane chegou, falando que minha filha era linda e que estava bem melhor e nem precisou ser intubada, que caiu a ficha: MInha Menina! Parece frieza, mas foi isso mesmo que aconteceu.
Quando cheguei na tão temida Uti, foi mais um choque. Minha pequena numa incubadora barulhenta, cheia de tubos, uma sonda pra alimentação, soro no bracinho, tão magrinho. E com um “capacete” de acrílico por onde ela recebia oxigênio (graças a Deus , ela não precisou ser entubada). Respirava devagar e com dificuldade, meu coração partiu, não sei quanto tempo fiquei em pé olhando pra minha pequena, tão indefesa, tentando abrir os olhos. Uma enfermeira muito dócil ofereceu uma cadeira, dessas de amamentação, sentei meio desnorteada, ela disse que se eu quisesse podia colocar a mão, fiquei morrendo de medo de machucar mais ela ainda. A enfermeira, disse que ela era uma menina muito forte, e que já estava bem melhor, pensei que ela não melhoraria, não com aquela respiração difícil, fiquei olhando pra ela mais um tempão tocando os seus dedinhos, percebi a semelhança com o meu marido e lembrei que quando ela nasceu a Dr Fabiane falou que era a cara do pai.
A enfermeira , então me aconselhou a subir e descansar porque mais tarde eu iria alimenta-la e precisaria estar bem.
Voltei para o meu quarto e não sei explicar o que eu estava sentindo, sabe aquela frase: Ser mãe é padecer no paraíso, ao mesmo tempo feliz por ela estar viva mais morrendo d medo pelo que pudesse acontecer. Não conseguia parar de chorar, era muito dolorido ver a minha pequena daquele jeito.
Mas o que me deixou mais indignada ainda é que eu recebi muitas visitas, durante a minha internação, não era permitido a entrada de pessoas na Neo, até meu marido tinha hora e tempo marcado para vê la, mas as pessoas insistiam, achavam que era eu que não queria que a vissem, e o pior era quando perguntavam se era grave ou se ela sobreviveria, Se não fosse grave ela não estaria na UTI, e se eu achasse que ela iria morrer porque estavam tratando dela. Absurdo, fui muito grossa com várias pessoas, mas era da minha filha que falavam e não de um bichinho qualquer.
Bom, mas o melhor é que a cada dia que passava eu ficava mais tempo com ela e via que ela melhorava, no terceiro dia ela saiu da incubadora ,já não precisava mais do oxigênio, mais ainda estava com soro para receber antibióticos, até que eu pedi pra tirar, porque cada vez que eu manipulava a Julia o soro saia do lugar e tinha que puncionar de novo, eu preferia que ela recebesse os remédios pela veia do que ter que vê la chorar de dor por causa do soro, assim ela chorava apenas duas vezes no dia. Ai, ai, como era duro quando furavam minha pequena, até hoje ela tem as marcas. Sem o soro consegui que ela mamasse, ela mamava muito bem o que fez a nossa saída da neo ser antecipada.
O dia mais difícil na Neo foi quando eu recebi alta porque eu sonhava muito em sair com ela cheia de malas, tirar fotos na porta da maternidade, tinham as malas, mas não tinha minha pequena, chorei muito, muito mesmo. Daí pra frente chegava na Neo as 8 e só saia as 10 da noite, nem sentia a
Com o passar dos dias percebi que a neo não era um lugar tão ruim assim, ela melhora a a cada dia, e isso tornava aquele lugar maravilhoso, e quando eu olhava para as outras mães e seus pequeninos bbs (900, 700 gramas) percebia que logo sairia dali, mas não imaginava que ficasse apenas uma semana já que quase todos na neo ficavam no mínimo uns 15 dias.
Imaginem então a minha alegria quando a equipe da neo disse que eu poderia ir pra casa, quase não acreditei, mas ao mesmo tempo fiquei com medo porque agora eu não teria pediatra 24 horas por dia, nem enfermeiras me ajudadndo em tudo, nem um monte de monitores pra vê se ela estava bem, era um sentimento bem contraditório.
Mas agora eu olho pra trás e vejo que tudo passou da melhor forma possível, minha pequena está bem e eu tb, tento fazer tudo pra ela crescer , dou mama a hora que ela pede, e nem o cansaço vai me derrubar. Ela é linda e eu estou muito feliz.
Texto da Lí 16:38
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